FILHOS DA ESPERANÇA



por Arthur S.M.

Em 2027, o desastre ambiental se consolida, o terrorismo se fortalece dentro e fora do Estado e a humanidade não mais pode ter filhos. Por alguma razão, nenhuma mulher engravida. Boa parte do filme retrata essa realidade, tentando passar como funcionaria uma sociedade em que as crianças não existem. Como reproduzir uma sociedade na qual seus membros não podem se reproduzir? A resposta é desoladora e desesperançada. Mas eis que um milagre acontece e um bebê é concebido. Em vez de esperança, no entanto, essa futura criança só cria tensão. As contrações da mãe vão deixando nossos nervos contraídos, mas não os preparam para o ritmo ainda mais angustiante dos tiros, que não param, parecendo ser o fruto da humanidade que mais se reproduz. Um filme futurista em que não aparece nenhum avanço tecnológico que já não esteja no nosso cotidiano, já que se preocupa em aprofundar nos retrocessos humanos que botamos em marcha.

3 comentários:

Ferriche, F. disse...

Gostei do filme. O roteiro é o ponto mais forte da obra, palmas para os roteiristas Alfonso Cuarón e Timothy J. Sexton.

Tenho por princípio duvidar de filmes que o diretor co-roteiriza. Não é o caso deste, Alfonso Cuarón mandou tão bem na direção que, mesmo se foi apenas palpiteiro do texto, já está absolvido. Filme tenso. Recomendo.

Anônimo disse...

Excelente filme. Trilha, roteiro, atores, direção. Num futuro meio retrô certos comportamentos como a Xenofobia, consumo e terrorismo continuam a fazer parte do cotidiano.

Destaque nas cenas de batalha sem cortes e onde respiga sangue na tela! Genial!

Anônimo disse...

Eu amei este filme!